Iniciaremos hoje uma
série de pequenos textos sobre temas relevantes e ligados à minha candidatura à
Câmara Municipal de São Paulo nas próximas eleições.
O tema escolhido hoje foi
a questão de representação política partidária no Brasil. Não é muito difícil,
àqueles que acompanham o cenário político no Brasil, perceber que a
representação partidária nunca se consolidou na democracia brasileira. Seja no
período da República Liberal (1946 – 1964), seja a partir da redemocratização,
o brasileiro votou muito mais nos candidatos e não nos partidos.
Trata-se de um fenômeno
antigo, enraizado na cultura eleitoral da população. Nosso sistema eleitoral
vigente não exige do eleitor que olhe com atenção o partido do candidato em que
escolhe votar. Sendo assim, pessoaliza-se o voto, deixando-se de lado as
bandeiras e programas dos partidos políticos. Dessa forma, aqueles
eleitos não se sentem obrigados a adotar programas e formulações pelos partidos
que lhe deram espaço para disputar uma eleição. Filiar-se a um partido, para
muitos candidatos, parece ser mais uma formalidade, quando não um obstáculo.
Num sistema mais rígido,
em que as intenções e programas dos partidos realmente representam um norte e,
até mesmo, uma obrigação a ser seguida pelos vereadores, deputados e senadores
eleitos, verificar o programa de um partido é, de fato, decisivo na escolha de
um voto. É mais importante até do que escolher na pessoa em quem votar.
Pode-se ampliar a
discussão, apontando diferenças entre o sistema parlamentarista e o
presidencialista, adotado no Brasil. Seria natural um certo grau de
personalismo no presidencialismo, em que existe a figura do Presidente, mas ao
mesmo tempo há a necessidade de que se formem coalizões em cada parlamento,
seja ele federal estadual ou municipal para que o Chefe do Executivo tenha
condições políticas de governar. Apesar da figura dominante
do Presidente, no Brasil (e dos Prefeitos e Governadores, diga-se) é necessário
que se garanta maioria de apoio nas casas legislativas.
Ou seja, teoricamente
deveria ser importante para todos observar o comportamento dos partidos também
no parlamento. Descobrir o que aconteceu
primeiro, a despreocupação do eleitor com o partido político de seu candidato.
o sistema eleitoral que não favorece essa atenção ou até mesmo os próprios
partidos que, na prática política, não se notabilizam por consistência
programática, é tarefa inglória.
Inglória também é a
tarefa de mudar esse quadro. Mas, como uma das principais bandeiras de minha
campanha é atender o evidente anseio da população por renovação dos quadros e
também das práticas políticas, nada mais correto do que, além de promover meu
nome como candidata à Câmara Municipal nas próximas eleições, aproveitar esse
espaço para expor as ideias do Partido Verde.
Por isso é que em todos
as minhas manifestações públicas e em toda a condução da campanha, darei
especial destaque não só às minhas propostas mas também àquelas que nasceram e
fazem parte dos programas do Partido Verde Fortalecer os partidos,
no momento de descrédito com a classe políticas e com a própria atividade
política em si, é tarefa da nova geração de pessoas que ainda acredita na
política como forma de resolver os problemas dos municípios, dos estados e do
país. Utilizarei esse espaço,
portanto, para divulgar o trabalho, as ideias e a história do Partido Verde!
#EMPODEREumaVERDE #PV
#Eleições2016
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